Revista Manutenção

Estamos a formar os técnicos que o país precisa

Estamos a formar os técnicos que o país precisa?

A indústria metalúrgica e metalomecânica é muito mais do que um setor económico. É um pilar da sociedade moderna.

Vivemos rodeados de tecnologia. Automóveis, aviões, eletrodomésticos, infraestruturas, sistemas de energia, ferramentas, maquinaria – tudo aquilo que usamos no nosso dia a dia tem, de alguma forma, a mão invisível da indústria metalúrgica e metalomecânica por trás. É um setor que não se vê à superfície, mas que sustenta praticamente tudo o que conhecemos. A sua importância ultrapassa fronteiras: é a espinha dorsal da economia, da inovação tecnológica e da autonomia industrial de um país.

A metalurgia e a metalomecânica são muito mais do que fábricas e máquinas. São pessoas. São engenheiros, técnicos de manutenção, soldadores, desenhadores industriais, operadores CNC, serralheiros, mecânicos de precisão. São profissionais altamente especializados que dominam tecnologias complexas e, muitas vezes, trabalham em condições exigentes, mas com um impacto incalculável.

Este setor é também um espaço de inovação constante, onde a robótica, a automação e a digitalização dos processos industriais estão a transformar o modo como se produz, se repara e se mantém. Mas nenhuma destas tecnologias funciona sem o conhecimento e a perícia humana. Por isso, mais do que nunca, valorizar as profissões técnicas e a formação de excelência é um imperativo estratégico.

Portugal precisa de mais talento técnico

Apesar da sua relevância, o setor industrial enfrenta um desafio preocupante: a escassez de mão de obra qualificada. Portugal precisa de técnicos especializados. As empresas procuram, e muitas vezes não encontram, profissionais com competências ajustadas às exigências reais do mercado. A falta de técnicos de manutenção industrial, soldadores certificados, programadores CNC ou projetistas mecânicos não é apenas um problema das empresas — é uma questão de competitividade nacional.

Este desequilíbrio entre a procura e a oferta de profissionais não pode ser combatido apenas com palavras. É preciso ação concreta, através de políticas públicas, parcerias com o tecido empresarial e, sobretudo, uma aposta firme na formação profissional de qualidade.

CENFIM: formação com futuro, empregabilidade real

É aqui que entra o papel essencial do CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica. Com mais de 40 anos de experiência, o CENFIM é um exemplo claro de como a formação profissional pode ser um instrumento de transformação individual e coletiva.

Os cursos do CENFIM são desenvolvidos em articulação direta com as empresas, respondendo às necessidades reais do setor. Os dados do Relatório de Empregabilidade 2023–2024 são inequívocos:

  • a taxa de empregabilidade global a 12 meses é de 94,1% nos últimos 14 anos;
  • no ano de 2023, 98,3% dos formandos estavam empregados ao fim de 12 meses;
  • em 2024, 91% dos ex-formandos encontravam-se empregados aos 3 meses, e 92,1% aos 6 meses após conclusão da formação.

Mais relevante ainda, 70,5% exercem a profissão para a qual se formaram e outros 12,6% prosseguem estudos.

Este desempenho não é circunstancial. É o resultado de uma formação focada nas necessidades do setor, com uma componente prática forte, e com parcerias sólidas com empresas de referência. O CENFIM forma técnicos que integram o mercado de trabalho de forma rápida e qualificada.

A importância do papel das famílias e da comunicação estratégica

Para que esta transformação ganhe escala, é também necessário envolver de forma mais próxima os encarregados de educação. São eles que, muitas vezes, têm um papel decisivo nas escolhas formativas dos seus educandos. É fundamental que comecem, desde cedo, a perspetivar o futuro profissional como uma construção com múltiplos caminhos — e que a formação profissional qualificada, como a que é oferecida pelo CENFIM, seja encarada como uma alternativa prioritária, alinhada com os desafios e oportunidades do século XXI.

Enquanto responsável de comunicação e marketing, reconheço que este esforço exige um alinhamento claro entre todos os atores desta mudança — escolas, empresas, instituições de formação, famílias e, naturalmente, os próprios jovens. Só através de modelos de comunicação consistentes, apelativos e verdadeiros conseguiremos mudar mentalidades e tornar estas profissões visíveis, desejáveis e socialmente valorizadas. A atratividade começa na forma como comunicamos, e essa missão é coletiva.

Valorizar para atrair: mudar a perceção social das profissões técnicas

É urgente também mudar a perceção social das profissões técnicas. São profissões com futuro, melhorias crescentes ao nível da remuneração, com oportunidades de progressão e com grande reconhecimento no mercado europeu. São profissões que exigem raciocínio lógico, criatividade, rigor e responsabilidade. E, acima de tudo, são profissões que fazem acontecer.

A valorização da indústria começa na valorização das suas pessoas. E a valorização das pessoas começa na formação. O CENFIM é parte ativa dessa mudança — formando profissionais de excelência, promovendo o mérito, e aproximando os jovens das oportunidades reais de uma carreira sólida na indústria.

Em resumo, a indústria metalúrgica e metalomecânica é muito mais do que um setor económico. É um pilar da sociedade moderna. A formação profissional é a chave para garantir que esse pilar continue forte, inovador e preparado para os desafios do futuro.

CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica
Tel.: +351 218 610 153 · Fax: +351 218 684 979
dgp@cenfim.pt · www.cenfim.pt

Outros artigos relacionados