Revista Manutenção

INEGI desenvolve tanque de combustível mais eficiente para satélites da ESA

INEGI desenvolve tanque de combustível mais eficiente para satélites da ESA

O protótipo de tanque de armazenamento de combustível para pequenos satélites desenvolvido pelo INEGI já é uma inovação patenteado a nível nacional. Venha conhecer mais detalhes deste tanque!

O INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial, em parceria com a ESA – Agência Espacial Europeia, desenvolveu o protótipo de um tanque de armazenamento de combustível para pequenos satélites, 20% mais barato face aos reservatórios de pressão existentes e volumetricamente mais eficiente por armazenar a mesma quantidade de propelente num menor espaço.

Este sistema de armazenamento de combustível é modular, adaptando-se ao espaço disponível e promovendo a criação de satélites CubeSats (pequenos satélites para observação da terra, telecomunicações e meteorologia) com um maior volume interno útil. A inovação alcançada com este protótipo foi patenteada a nível nacional, estando em curso o período de avaliação de internacionalização.

O protótipo desenvolvido, uma alternativa às soluções convencionais existentes, continuará a ser trabalhado em parceria com a ESA. Serão feitos testes para validar o conceito e avaliar se o protótipo é totalmente destruído durante a sua reentrada na atmosfera, evitando a sua queda no solo terrestre.

“O espaço disponível no interior de pequenos satélites é reduzido, sendo este um fator crítico no seu design. Além da redução de custos e do aumento da eficiência volumétrica do sistema de armazenamento de propelente, o protótipo desenvolvido é altamente modular, destacando-se pela sua capacidade de customização e adaptação à arquitetura de cada satélite, permitindo um desempenho superior”, afirma Pedro Fernandes, responsável pelo projeto no INEGI.

Segundo Pedro Fernandes, atualmente, ageometria dos tanques de propelente convencionais originam espaços inutilizáveis no interior do satélite, impondo limitações à sua arquitetura e ocupando um espaço superior ao volume de propelente a bordo”.

“O nosso conceito soluciona este problema com um componente 20% mais barato, reduzindo custos de produção, lançamento e aumentando a eficiência do satélite”, acrescenta o responsável pelo projeto no INEGI.

Todo este trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto NoTank – Novel Composite Propulsion Tank Architecture for Small Satellite, promovido pela ESA e em parceria com a FHP. Este é mais um projeto que conta com o contributo do INEGI para o desenvolvimento aeroespacial.

Crédito da imagem: sic notícias