Basta instalar um chip nas suas meias, numa caixa de ovos, ou até mesmo na taça da água do gato e tudo se torna instantaneamente inteligente. Mas será mesmo assim? A crescente quantidade de “dispositivos inteligentes” ao alcance dos consumidores leva muitos a questionar o que realmente deve ser qualificado como “inteligente”. Os consumidores podem agora comprar um par de meias inteligentes, caixas de ovos inteligentes ou mesmo tigelas inteligentes para a água do gato ou do cão – basta acrescentar um chip a um qualquer objeto que se transformará instantaneamente em “inteligente”.
Esta prática está a tornar-se tão banalizada que surgem websites como o We Put A Chip In It que brincam com a enorme quantidade de “inovações” que surgem da mais recente tendência tecnológica. Leva-nos a pensar se a premissa da Internet das Coisas – com uma previsão de mais de 60 mil milhões de dispositivos conetados até 2020 – está a promover investimentos em soluções para problemas até aqui inexistentes, em vez de soluções para problemas concretos. Ainda que, com toda a certeza, se venham a verificar muitos avanços úteis para o consumidor, na ABB acredita-se que os maiores benefícios para a sociedade que se sirva da Internet das Coisas, Serviços e Pessoas se poderão encontrar na indústria. Os processos de fabrico só têm a beneficiar com as melhorias na segurança, na eficiência e na produtividade e isso pode levar a que vários processos isolados de automação se interliguem. Um dos melhores exemplos da Internet das Coisas pode ser encontrado na fábrica de interruptores da ABB na cidade finlandesa de Vaasa, onde se produzem 3 milhões de produtos por ano: interruptores-comutador, interruptores rotativos, interruptores em caixa, interruptores-seccionador ou seccionadores-fusível. Ao longo dos últimos cinco anos, as instalações da fábrica têm vindo a ser automatizadas com robots e sistemas automáticos, o que leva a que os produtos tenham a mais alta qualidade de sempre e levando a uma capacidade de entrega com a melhor performance.
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