Eni e BASF lançam iniciativa para reduzir a pegada de CO2 no setor dos transportes

Eni e BASF lançam iniciativa para reduzir CO2 no setor dos transportes

Ambas as empresas desenvolvem uma tecnologia sustentável para a produção de bio-propanol a partir de resíduos industriais. Esta tecnologia inovadora centra-se na utilização de um subproduto da produção do biodiesel.

A Eni e a BASF assinaram um acordo estratégico numa iniciativa conjunta para reduzir a pegada de CO2 no setor dos transportes.

Esta colaboração tem por objetivo desenvolver uma nova tecnologia para a produção de bio-propanol avançado a partir da glicerina, um produto secundário resultante da produção de biodiesel industrial (FAME, ésteres metílicos de ácidos gordos), que a Eni irá adquirir aos produtores europeus. A tecnologia em desenvolvimento envolve a conversão da glicerina em propanol através de um processo inovador de hidrotratamento catalítico.

Eni e BASF lançam iniciativa para reduzir a pegada de CO2
TLB courtesy: 21/07/2021 – Imagoeconomica|(c)G.Lo Porto

A nova abordagem consiste num processo de aplicação de uma reação de hidrogenação de alta pressão sobre um catalisador BASF, garantindo que o bio- propanol é produzido com um elevado rendimento e pureza, ao mesmo tempo que minimiza os subprodutos. O bio-propanol tem o potencial de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 65 a 75% quando comparado com os combustíveis fósseis.

O propanol obtido através deste método inovador pode ser facilmente adicionado à gasolina como componente de biocombustível. Graças às suas melhores propriedades físico-químicas em comparação com o bioetanol e ao seu elevado número de octanas, o bio-propanol é um componente valioso na preparação de gasolina premium.

Tirar o melhor partido do aumento da produção de glicerina

Mais de metade da produção mundial de glicerina tem origem como subproduto da indústria de biodiesel: cada tonelada de biodiesel produz aproximadamente 10% de glicerina. Como resultado do aumento da produção de biodiesel, a produção mundial de glicerina aumentou de 200 000 toneladas/ano em 2003 para aproximadamente 5000 000 em 2020. Sendo um resíduo vegetal, a glicerina é classificada como uma matéria-prima biológica avançada, em conformidade com a Diretiva Europeia RED II (Diretiva das Energias Renováveis, Anexo IX, Parte A).

Estamos orgulhosos por apoiar o desenvolvimento do bio-propanol avançado ao contribuirmos com o melhor catalisador, com alta eficiência e uma longa vida útil. A oportunidade de colaborar com parceiros fortes da indústria, como a Eni, é um grande impulsionador de inovação e crescimento para nós“, explicou Detlef Ruff, Vice-Presidente Sénior, Processos Catalíticos na BASF.

A tecnologia glicerina-para-bio-propanol avançada faz parte do compromisso da Eni em matéria de investigação e desenvolvimento no sentido da descarbonização. Esta colaboração, que nos permite acelerar a inovação e reduzir drasticamente o tempo de comercialização, é consistente com a estratégia da Eni para o desenvolvimento de cadeias de abastecimento de biocombustíveis de ‘geração avançada’ a partir de matérias-primas que não competem com as cadeias de abastecimento alimentar“, diz Luisa Lavagnini, Chefe de Pesquisa & Inovação Tecnológica na Eni.

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