Revista Manutenção

O uso de ultrassons na deteção de descargas elétricas de forma não invasiva

O uso de ultrassons na deteção de descargas elétricas de forma não invasiva

Incidentes com arco elétrico podem ser fatais. Tomar ações proativas e preventivas para evitar este tipo de incidentes deve naturalmente fazer parte dos planos de qualquer equipa de manutenção. Quando se trata de monitorizar a condição de equipamento elétrico, geralmente a tecnologia de infravermelhos é a primeira escolha, mas o uso de ultrassons é igualmente fundamental para garantir o bom funcionamento e segurança de ativos elétricos.

Eliminando incidentes com arco elétrico

O arco elétrico é essencialmente um curto-circuito através do ar. O fenómeno produz uma tremenda energia armazenada que viajará a partir do equipamento elétrico. Um arco elétrico produz temperaturas de até 10000Cº e uma força equivalente a ser atingido por uma granada de mão. O impacto é tão alto que pode causar perda de audição e perda de memória. Se não for fatal, pode causar queimaduras e ferimentos graves.

Existem muitas causas para que o arco elétrico ocorra. Pode ocorrer em qualquer equipamento elétrico independente da voltagem. Incidentes com arco elétrico podem acontecer devido a hábitos de trabalho inadequados, queda de ferramentas ou contato acidental com equipamentos energizados.

No entanto, existem condições que produzem o potencial para arco elétrico dentro de cabines fechadas, e que podem ser detetadas antes de ocorrer algum incidente, como por exemplo a arborescência elétrica ou o efeito corona. Embora a termografia por infravermelhos detete o calor gerado pelo arco elétrico, não é capaz de detetar o efeito corona, pois este fenómeno não gera aumento de temperatura.

Assim, uma abordagem integrada incorporando infravermelhos e ultrassons é recomendada para a deteção de potencial arco elétrico. Fenómenos como descargas elétricas, arborescência ou efeito
corona produzem ionização. A tecnologia de ultrassons é ideal para detetar essas emissões, pois o processo de ionização produz ultrassons.

Os instrumentos ultrassónicos detetam sons entre os 20-100 kHz e usam o processo de heterodinação para “traduzir” estas emissões ultrassónicas em sons audíveis de baixa frequência. Assim, através dos auscultadores, o inspetor pode ouvir estes ultrassons.

UE Systems Europe

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