Esta transformação é fortemente impulsionada por normas como a Vessel General Permit (VGP) da EPA (EUA), o Código Polar da IMO e selos ecológicos europeus como o EU Ecolabel, Blue Angel e Nordic Swan.

Estes regulamentos incentivam a utilização de EALs (Environmentally Acceptable Lubricants), especialmente em ambientes sensíveis como mares polares, portos e zonas agrícolas.
O que são lubrificantes biodegradáveis?
São produtos que, ao entrarem em contacto com o ambiente, se decompõem rapidamente por ação microbiana, convertendo-se em compostos menos nocivos. Podem ter base vegetal (como óleo de colza) ou sintética, geralmente ésteres, sendo que os sintéticos saturados oferecem maior estabilidade térmica e resistência à oxidação. Comparativamente aos óleos minerais, a sua degradação é mais eficiente e menos poluente.

Evolução e aplicações industriais
Atualmente, os lubrificantes biodegradáveis têm aplicações em praticamente todos os sistemas convencionais:
- Equipamentos hidráulicos em ambientes sensíveis;
- Sistemas de perda total (como correntes de motosserras ou guias de ferrovias);
- Bombas de água;
- Sistemas marítimos (mangas de veios, propulsores);
- Equipamentos móveis de construção, agricultura, mineração e florestais.
Os novos equipamentos, mais rápidos, compactos e eficientes, exigem lubrificantes com melhor desempenho, favorecendo os sintéticos de éster saturado, que operam com estabilidade em temperaturas e pressões elevadas.
Comparação com óleos minerais
Enquanto os primeiros lubrificantes biodegradáveis (HETG – base vegetal) apresentavam baixa resistência à oxidação e vida útil limitada, os produtos de nova geração, como os HEES (ésteres sintéticos), oferecem desempenho comparável – e por vezes superior – ao dos óleos minerais, com vida útil prolongada e melhor estabilidade térmica.
Classificação segundo a ISO 15380
Os lubrificantes biodegradáveis hidráulicos são classificados conforme a base utilizada:
- HETG: óleos vegetais – excelente biodegradabilidade, mas baixa estabilidade térmica. Adequados para aplicações pouco exigentes;
- HEES: ésteres sintéticos – desempenho superior, divididos em não saturados (menos estáveis) e saturados (alta estabilidade, ampla gama térmica);
- HEPR: PAOs e derivados – boa performance, mas menor biodegradabilidade. Exigem atenção quanto à compatibilidade com vedantes;
- HEPG: poliglicóis – elevado desempenho, mas baixa biodegradabilidade e forte incompatibilidade com outros materiais e bases.
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