Revista Manutenção

Diogo Nunes, Diretor da CBRE GWS

Diogo Nunes: “Para nos diferenciarmos devemos ter uma grande capacidade técnica”

A revista Manutenção esteve à conversa com Diogo Nunes, Diretor da CBRE GWS – Global Workplace Solutions sobre a atuação da empresa em Portugal e a sua visão sobre o setor.

Revista Manutenção: Como se enquadra a CBRE GWS no universo CBRE e como caracteriza esta unidade em termos de missão, foco operacional e área de atuação?

Diogo Nunes: A CBRE tem mais de 150 anos de existência e um percurso de excelência nas áreas de atividades imobiliárias, que vão desde Investimento, Arrendamento, Consultoria Estratégica, Avaliações e Property, entre outros, e como tal, a sua marca está fortemente ligada a estas áreas de atuação.

A CBRE GWS é uma empresa do grupo que surgiu após o ano 2010, e desde então o seu crescimento tem sido exponencial, sendo hoje, seguramente, a maior empresa de manutenção e Facility Management (FM) a atuar mundialmente. Naturalmente que sendo mais recente é menos conhecida que as outras áreas do grupo, mas hoje representa já mais de metade do volume de negócios do grupo.  Em Portugal, esta é uma aposta mais recente, mas com um crescimento sustentável nos últimos anos e, acima de tudo, com um forte plano e uma forte aposta de crescimento no país para os próximos anos.

A GWS é, assim, a empresa do grupo CBRE especializada em manutenção técnica e FMe o nosso foco é estarmos próximos dos nossos clientes, com forte capacidade de resposta, competência, disponibilidade e inovação.  

As valências internas do Grupo CBRE permitem-nos estar e suportar os clientes desde o momento em que pensam no local onde querem montar a sua operação, passando pela escolha e adaptação do espaço, até à gestão do dia-a-dia das suas instalações. Esta capacidade ímpar cria uma proximidade e um entendimento de cada cliente e da sua operação e fazem de nós um parceiro único neste segmento de atuação.

Atuação da CBRE GWS

Revista Manutenção: Quais são os principais objetivos estratégicos da CBRE GWS, tanto a nível global como para o mercado nacional?

Diogo Nunes: Crescimento, serviço de excelência e sermos um parceiro de confiança para os nossos atuais e futuros clientes. Sabemos que para nos diferenciarmos devemos ter uma grande capacidade técnica, uma forte aposta na tecnologia e inovação e uma grande equipa, com os melhores profissionais e as melhores pessoas.

Revista Manutenção: Como veem o futuro da manutenção e do facility management em Portugal, perante desafios como a escassez de mão de obra?

Diogo Nunes: É um tema critico, que nos preocupa, e que deve preocupar todos os profissionais e empresas do nosso setor. Estamos certos que esta é uma área que sempre dependerá de pessoas, mas acreditamos e preparamo-nos para que o futuro da manutenção passe por novas metodologias de trabalho, assentes em mais tecnologia.

Em paralelo, é fundamental uma maior aposta em formação técnica e profissional, e de alguma forma é necessário trazer mais brio e mais valor a esta área de negócio. Este é, certamente, um ponto urgente, e que daria para um grande debate e discussão. O segmento do FM mantém-se em crescimento, por isso é urgente termos capacidade para dar resposta a esta procura e necessidade.

Revista Manutenção: Sabemos que a manutenção tem um papel essencial na sustentabilidade dos edifícios. Como integra a CBRE GWS as preocupações ambientais nas suas operações?

Diogo Nunes: De uma forma resumida e porque o exemplo deve começar por nós próprios, temos internamente uma cultura de segurança fortíssima, bem como uma constante preocupação e obrigação para com o ESGem todos os seus critérios. Temos metas e KPIs internos que nos obrigam a ter uma preocupação contante com a sustentabilidade nas nossas operações. É uma exigência interna à qual ninguém fica indiferente. Utilizamos e dispomos de diversas plataformas tecnológicas que nos permite registar, medir e monitorizar diversos KPIs e critérios associados ao ESG, e que abrimos e colocamos à disposição dos nossos clientes.

Podemos certamente acompanhar os clientes mais avançados e exigentes nesta matéria, e suportar aqueles que mais precisem de se desenvolver, também nesta matéria. Existem equipas internas no grupo CBRE especializadas no ESG, e as experiências e casos práticos que temos por esse mundo fora são assinaláveis.

Revista Manutenção: Que perspetivas traçam para o crescimento e consolidação da CBRE GWS em Portugal nos próximos anos?

Diogo Nunes: De uma forma muito clara, o objetivo é em alguns anos sermos a empresa de referência de FM e manutenção em Portugal. Um caminho que terá que ser feito com respeito, integridade, serviço e excelência. São estes os nossos valores.

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