Os requisitos técnicos e operacionais da indústria do trabalho de metais no que respeita à lubrificação e refrigeração estão a aumentar constantemente. Além disso, as legislações da saúde, da segurança e do meio ambiente estão a tornar-se cada vez mais exigentes, afetando severamente a evolução dos fluidos de trabalho de metais.
A formulação destes produtos deve ter em conta os novos regulamentos relativos aos libertadores de formaldeído, às parafinas cloradas, aos elevados requisitos para o controlo do teor de benzopireno, à expressão H304 para os fluidos de baixa viscosidade, bem como às restrições de COV (Compostos Orgânicos Voláteis). Este artigo descreve um novo fluido de trabalho de metais, multiuso de origem vegetal que combina um alto poder de refrigeração e de lubrificação com os requisitos da saúde, da segurança e do meio ambiente.
Classificação dos produtos de Metalworking
Os fluidos para o trabalho de metais são utilizados para a refrigeração e lubrificação. São classificados em óleos inteiros (alto poder lubrificante) e fluidos solúveis (alto poder refrigerante). Por esse motivo é que os óleos inteiros são utilizados principalmente em aplicações mais severas e de baixa velocidade. Em contrapartida, os fluidos solúveis em água são utilizados principalmente em operações ligeiras, médias e mais severas a altas velocidades. Além disso, é de notar que são utilizados outros tipos de óleos, tais como hidráulicos, produtos proteção anti corrosão, para deformação, entre outros. Os produtos solúveis são concentrados que se misturam com água formando emulsões ou soluções de óleo e água, graças ao emulsionante. Os óleos base deste tipo de produtos mais comuns são os óleos minerais, ésteres sintéticos, hidrocarbonetos sintéticos e poliglicois. Os fluidos de Trabalho de Metais contêm até 30 componentes que asseguram um bom rendimento, o anti-desgaste, a anti-corrosão, o anti-espuma e lubrificação.
Legislação e tecnologia “verde“ dos lubrificantes
Como para todos os compostos químicos, existe uma série de leis e regulamentos para os lubrificantes e, em particular para os de trabalho de metais. Como exemplo, os compostos de formaldeído foram classificados como cancerígenos, mutagénicos e tóxicos para a reprodução. Esta classificação foi implementada em 2015 com o Regulamento REACH da União Europeia. Trata-se do Regulamento Europeu de Produtos Químicos para o registo, avaliação, autorização e restrição de produtos químicos. Estes libertadores de formaldeído são frequentemente usados em fluidos de trabalho de metais. Tudo isto levou à reformulação dos fluidos para evitar este perigo.
Para prevenir danos para com o meio ambiente e proteger a saúde humana, foram desenvolvidas tecnologias “verdes” para os lubrificantes. Os polímeros de origem vegetal, como o óleo vegetal, o óleo de colza ou o óleo de coco apresentam inúmeras vantagens pelo facto de não conterem óleos minerais, o que os torna produtos de baixa toxicidade biodegradáveis. Estes produtos reduzem a formação de vapores tóxicos, reduzem o desgaste da ferramenta e, assim, reduzem as paragens de produção.
Esta tecnologia “verde” também pode ser usada para melhorar as propriedades de lubrificação de fluidos à base de água. Mas a utilização deste tipo de fluidos também pode trazer desvantagens como baixa estabilidade e bioestabilidade, formação de espuma, fungos e bactérias ou sólidos.
O objetivo do desenvolvimento de um novo produto é minimizar e evitar todas estas desvantagens e melhorar ainda mais as propriedades técnicas do fluido aquoso de origem vegetal.
Novo biopolímero de origem vegetal
O novo fluido polimérico de origem vegetal (gama FOLIA) pode ser utilizado tanto para materiais ferrosos como não ferrosos em aplicações de: perfuração, serragem, brochagem, torneamento, retificação e estampagem.

É um fluido inodoro que se baseia em uma tecnologia completamente livre de formaldeído e boro. É um produto que não causa dermatites e livre de pictogramas. Além disso, não contém óleos minerais ou emulsionantes. É um fluido à base de água e facilmente biodegradável de acordo com a OCDE 301B. Possui uma alta bioestabilidade de acordo com o DBL 6570, por isso é possível aumentar significativamente os intervalos de muda.
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