Revista Manutenção

Correias de alta performance para ambientes de -20 °C

Correias de alta performance para ambientes de -20 °C

Um caso de sucesso.

A indústria alimentar, especialmente em ambientes de refrigeração profunda, enfrenta desafios técnicos significativos relacionados com a operação de equipamentos em temperaturas extremamente baixas. As correias de transmissão, elementos essenciais em diversos sistemas de transporte, de processamento e equipamentos de produção de frio, são particularmente vulneráveis a estas condições adversas, resultando frequentemente em falhas prematuras, paragens não programadas e custos operacionais elevados.

As temperaturas negativas que podem atingir -20 °C a -30 °C representam um desafio específico para os materiais de transmissão convencionais. Nestas condições, as correias trapezoidais standard tendem a perder flexibilidade, tornando-se quebradiças e suscetíveis à formação de fissuras. Esta perda de propriedades mecânicas compromete não apenas o desempenho do sistema, mas também impacta diretamente a segurança alimentar e a eficiência dos processos produtivos.

Este estudo de caso tem como objetivo demonstrar como a implementação de uma solução inovadora transformou a operação de uma unidade industrial alimentar que anteriormente utilizava correias trapezoidais standard SPA2650 com duas semanas em ambientes de -20 °C. A solução desenvolvida não representa apenas uma mera substituição de componentes, mas uma resposta técnica especializada a um desafio de engenharia complexo que integra conhecimentos avançados de materiais, mecânica e requisitos específicos da indústria alimentar.

Contexto técnico

As correias convencionais, como as trapezoidais standard SPA2650 originalmente instaladas na unidade em estudo, são tipicamente fabricadas com compostos de borracha e materiais de reforço que apresentam limitações significativas quando expostos a temperaturas abaixo de -20 °C a -30 °C. Nestas condições, ocorrem várias alterações nas propriedades físicas dos materiais:

  • Perda de elasticidade e flexibilidade do composto de borracha;
  • Endurecimento progressivo da estrutura molecular;
  • Cristalização parcial dos polímeros;
  • Deformação do tecido de borracha de reforço da correia;
  • Redução drástica da capacidade de absorção de impactos.

No caso em estudo, a unidade original estava equipada com 3 correias trapezoidais standard SPA2650, que apresentavam uma durabilidade de apenas 2 semanas quando operavam em temperaturas de -20 ºC a -30 ºC.

O impacto negativo das baixas temperaturas não se limita apenas à durabilidade das correias. Afeta também a eficiência energética do sistema, uma vez que correias endurecidas pelo frio requerem maior potência para iniciar o movimento e manter a velocidade operacional. Este fator representa um custo operacional adicional significativo, especialmente em unidades de grande dimensão com múltiplos sistemas de produção de frio.

A seleção de materiais adequados para estes ambientes requer, portanto, uma compreensão profunda, não apenas das propriedades físicas iniciais, mas também do comportamento destes materiais ao longo do tempo quando submetidos a ciclos térmicos, cargas variáveis e condições operacionais específicas da indústria alimentar.

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