Análise dos ativos físicos - 3ª parte

Análise dos ativos físicos de uma indústria alimentar (3.ª Parte)

Neste estudo foram abordados três métodos de depreciação de ativos físicos, nomeadamente: o Método Linear de Depreciação; o Método da Soma dos Dígitos e o Método Exponencial.

O acompanhamento do ciclo de vida dos ativos físicos implica abordar temas, tais como, a sua eficiência energética e a sua substituição, designadamente a definição do momento mais adequado para renovar um determinado equipamento. O presente artigo apresenta uma breve caracterização das fontes energéticas e o estudo do ciclo de vida de ativos de uma organização do setor alimentar. Primeiramente será feita uma abordagem relativamente aos custos e aos encargos com as fontes energéticas da organização e, em seguida, é apresentado o estudo sobre a substituição de ativos físicos; para esse efeito foram utilizados métodos tradicionais, tais como o da “vida económica”; os modelos que lhe estão subjacentes são fortemente discutidos ao longo deste artigo, utilizando dados reais da organização, para a sua validação. Nele serão abordados três métodos de depreciação de ativos físicos, nomeadamente: o Método Linear de Depreciação; o Método da Soma dos Dígitos e o Método Exponencial. Foram também usados métodos para a determinação do Ciclo Económico de substituição dos ativos físicos, designadamente os seguintes: Método da Renda Anual Uniforme (MRAU); Método da Minimização do Custo Médio Total (MCMT); e o Método MCMT com redução do valor presente (MCMT RVP). Os equipamentos usados para este estudo foram os fornos de padaria, com fontes energéticas diferentes: gás; e eletricidade. Por fim, são apresentados os resultados e as conclusões resultantes da aplicação dos métodos usados nestes ativos da indústria alimentar.

Métodos de substituição com taxa aparente constante – Forno Elétrico

A Figura 13 e a Tabela 10 apresentam os resultados obtidos através da aplicação do método da renda anual uniforme. Pode aferir-se que ambos os métodos de depreciação seguem a mesma trajetória e são muito semelhantes. No entanto, é possível constatar que se torna difícil ao decisor definir um momento exato para a substituição do forno, visto que não foi possível obter um momento onde a renda anual fosse mínima. Podemos referir, ainda, que a utilização de uma taxa aparente constante ao longo dos anos poderá influenciar nos resultados finais obtidos.

Através do estudo previamente realizado, este método não iria trazer nenhuma resposta. Contudo, através da análise da Figura 14 e da Tabela 11, podemos verificar que o método da minimização do custo médio total transmite informação sobre o melhor momento para substituir o equipamento.

João Pereira1, José Torres Farinha1,2, Hugo Raposo1,2,3, Edmundo Pais1,3,4
1ISEC – Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Portugal
2CEMMPRE – Centre for Mechanical Engineering, Materials and Processes, Coimbra, Portugal
3EIGES – Research Centre in Industrial Engineering, Management and Sustainability, Universidade Lusófona, Lisboa, Portugal
4CISE – Centro de Investigação em Sistemas Electromecatrónicos – UBI
joaoandre1992dias@gmail.com; torres.farinha@dem.uc.pt; hugo.raposo@isec.pt; edmundopais@gmail.com

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